Clube de Leitura na Penha

Clube de Leitura na Penha

Eu e Julia Romeu estivemos na Arena Carioca Dicró para participar de mais um encontro do Clube Augusto Boal de Leitura e Escrita, projeto desenvolvido desde o ano passado pela equipe do Observatório de Favelas, gestora desse fabuloso espaço na Penha. O objetivo do clube, como diz o nome, é fomentar a leitura e o nome de Boal foi escolhido por ele ter sido morador da Penha Circular. O encontro foi um sarau tendo por tema Carmen Miranda, com direito a leitura do nosso livro “Carmen – A grande Pequena Notável” (biografia de Carmen Miranda para crianças e jovens), música, dança e lanche de frutas tropicais. E o público era o mais animado possível: mais de quarenta idosos e idosas da Casa de Convivência Carmen Miranda, que funciona na UPA...

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Rio Livro Aberto

Rio Livro Aberto

Ruy Castro e Nei Lopes estão entre os escritores que vão participar, a partir desta segunda-feira, da RIO LIVRO ABERTO, a Festa Literária da escola EDEM (rua Gago Coutinho, 14, Laranjeiras, Tel. 3235-8080). Tendo como tema ‘O Rio em prosa e verso’, a festa literária, que se realiza de dois em dois anos e que está em sua quarta edição, vai incluir não só palestras, mas também exposições, teatro e números musicais. A palestra de abertura, segunda (28) às 18:30h, será feita por Ruy Castro, com mediação de Suzana Vargas. A participação de Nei Lopes será no sábado, dia 3, a partir das 14 horas. Entre os números musicais, estão programadas apresentações dos grupos Casuarina e Orquestra Céu na Terra. Abaixo o link da festa...

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Ruy Castro na Bienal

Ruy Castro na Bienal

No próximo sábado, dia 12 de setembro, às 15:30h, Ruy Castro estará no Café Literário da Bienal do Rio. Quem vai entrevistá-lo sou eu. O bate-papo será sobre o Rio e sobre a relação de Ruy com a cidade, entre outros assuntos. Imagino que a gente vá acabar conversando também sobre meu livro “O oitavo selo“, o quase romance lançado por mim no ano passado, e do qual Ruy é personagem central. Quanto à relação de Ruy com o Rio, não preciso nem falar muito. É só enumerar os assuntos de seus principais livros: Bossa nova, Nelson Rodrigues, Garrincha, Flamengo, Carmen Miranda – tudo muito carioca. Isso, para não falar em “Carnaval no fogo: Crônica de uma cidade excitante demais”, um de seus livros mais deliciosos e que...

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Ora, direis, amendoeiras!

Ora, direis, amendoeiras!

Poesia – ou amendoeiras – numa hora dessas? Falar em árvores a essa altura da vida, com o Brasil mergulhado em uma crise econômica, política e institucional que não se via há décadas, pode até parecer fútil. Mas as amendoeiras são anteriores à crise, são maiores do que ela e, se deixarmos, ainda estarão aqui muitos anos depois que a confusão terminar. Por isso, é delas que vou falar. Sou uma observadora minuciosa da cidade e entre as coisas que mais observo estão as árvores. Então, posso dizer sem medo de errar: as árvores das ruas do Rio nunca foram tão mal-tratadas. Vou falar da Zona Sul, porque é onde vivo, mas imagino que a situação não deva ser diferente em outras regiões da cidade. As amendoeiras que se espalham pelas ruas de...

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‘Bilac’ estreia em São Paulo

‘Bilac’ estreia em São Paulo

Depois de cinco meses de sucesso no Rio, nosso musical “Bilac vê estrelas” está agora em São Paulo. A temporada, que vai até 26 de julho, será no Teatro Promon (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1830, Vila Olímpia), sempre às sextas, sábados (21h) e domingos (18h). Para quem não sabe, “Bilac vê estrelas” se baseia no livro homônimo de Ruy Castro e é um musical genuinamente brasileiro, com canções originais de Nei Lopes. São modinhas, polcas, fados, lundus, maxixes, fados e outros tantos ritmos, com letras deliciosas e engraçadíssimas. Uma parceria minha com Julia Romeu, “Bilac vê estrelas” se passa no início do século XX, em plena Belle Époque carioca, e apresenta personagens históricos como o poeta Olavo...

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Nem colesterol, nem crise

Nem colesterol, nem crise

Assim que chegou ao Rio para o feriado, minha amiga paulistana me telefonou. Queria que eu a levasse ao Samba do Trabalhador. É o nome da roda de samba que Moacyr Luz inventou e que se apresenta, toda segunda-feira, no clube Renascença, no Andaraí (o nome, do Trabalhador, não é ironia, mas referência aos músicos, que folgam nas segundas-feiras). Como não se deve perder a chance de ir a uma roda de samba em dia de semana, aceitei na hora. Chegamos cedo e a quadra ainda não estava cheia. Por isso, pudemos ficar na mesa grande, onde os músicos se sentam nos intervalos, e onde são servidas as mais fulminantes iguarias. Já vi passar por ali coisas como moela com jiló, pés de galinha, testículos de boi e outros delírios da baixa gastronomia carioca....

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