Choro de perdedor ou falta de memória?

Choro de perdedor ou falta de memória?

Vão dizer que é choro de perdedor. Talvez seja mesmo. Ganhar é bom, não é? Nós não ganhamos. Não entramos na lista dos dez melhores espetáculos de teatro em 2015, feita pelo Globo. Quando digo “nós”, refiro-me ao musical “Bilac vê estrelas”, que escrevi em parceria com Julia Romeu, com músicas (inéditas) de Nei Lopes. Um musical brasileiríssimo, que recebeu uma montanha de elogios em sua estreia no Teatro Sesc Ginástico, do Rio. “Bilac” ganhou seis indicações para o Prêmio Cesgranrio e uma para o Shell, sem falar no Prêmio Bibi Ferreira, de São Paulo, no qual teve sete indicações e levou dois prêmios – Melhor Musical Brasileiro e Melhor Música. O principal crítico do Globo, Macksen Luiz, deu ao nosso...

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‘Bilac’ é o Melhor Musical Brasileiro

‘Bilac’ é o Melhor Musical Brasileiro

Nosso musical “Bilac vê estrelas” recebeu ontem, 14 de outubro, o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Musical Brasileiro 2015, em cerimônia realizada no Theatro Municipal de São Paulo. Além de eleito o melhor espetáculo nacional, “Bilac” recebeu também o prêmio de Melhor Música, pela trilha sonora de Nei Lopes, com 15 canções brasileiríssimas e originais.O Prêmio Bibi Ferreira, criado há três anos, é dedicado exclusivamente ao teatro musical, esse gênero que tanto tem crescido no Brasil. Da equipe de “Bilac vê estrelas”, além das autoras (eu e Julia Romeu, indicadas para a categoria Melhor Roteiro) e das produtoras (Maria Angela e Amanda Menezes), estavam presentes à cerimônia os atores André Dias, Caíque...

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Prêmio Bibi Ferreira: 6 indicações

Prêmio Bibi Ferreira: 6 indicações

Eu e Julia Romeu fomos indicadas ao prêmio Bibi Ferreira 2014/2015, pela autoria do roteiro do musical “Bilac vê estrelas”. Além de Melhor Roteiro Original, “Bilac” teve outras cinco indicações ao Bibi Ferreira: Melhor Musical, Melhor Musical Brasileiro, Melhor Música (Nei Lopes), Melhor Ator (André Dias) e Melhor Ator Coadjuvante (Caike Luna, que substituiu Tadeu Aguiar no papel de Padre Maximiliano na temporada paulista). O prêmio Bibi Ferreira, criado há apenas três anos, é dedicado exclusivamente ao teatro musical. A entrega dos prêmios será no dia 14 de outubro próximo, no Theatro Municipal de São Paulo, em cerimônia de gala (com black-tie e tapete vermelho, como os paulistas gostam de fazer). Depois de quatro meses em...

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A caixa do imponderável

A caixa do imponderável

Ainda me lembro muito bem daquela tarde de primavera, em 2010, quando entrei pela primeira vez nos bastidores de um teatro – no caso, o Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes – para assistir a um ensaio. A luz começava a cair quando cruzei a praça e entrei no velho teatro pela porta lateral. Eu estava ali para assistir ao ensaio do musical Era no tempo do rei, do qual era co-roteirista. Cumprimentei o guarda, me identifiquei e entrei. Depois de subir a meia dúzia de degraus que levava a uma espécie de hall de serviço, olhei em torno e não vi ninguém. Por alguns segundos, fiquei desorientada, sem saber o que fazer. Mas havia diante de mim uma porta de mola, sem maçaneta, e pensei ter ouvido um murmúrio por trás dela. Empurrei essa porta e, ao fazer...

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Agora é o Prêmio Shell

Agora é o Prêmio Shell

Nosso musical “Bilac vê estrelas” recebeu mais uma indicação de prêmio: desta vez foi a de Melhor Música (trilha original de Nei Lopes), pelo Prêmio Shell de Teatro 2015. Ao contrário de outros prêmios, o Shell, referência no teatro brasileiro, não inclui outras categorias específicas para teatro musical (Melhor Ator ou Atriz de Teatro Musical, melhor Direção Musical etc). A peça “Salina, a última vértebra” teve o maior número de indicações, com quatro (direção, atriz, figurino e inovação). Às montagens indicadas agora se juntarão as produções do segundo semestre, que serão anunciadas em dezembro. O júri do Rio de Janeiro se manteve o mesmo da última edição, formado por Ana Achcar, Bia Junqueira, João...

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Ora, direis, amendoeiras!

Ora, direis, amendoeiras!

Poesia – ou amendoeiras – numa hora dessas? Falar em árvores a essa altura da vida, com o Brasil mergulhado em uma crise econômica, política e institucional que não se via há décadas, pode até parecer fútil. Mas as amendoeiras são anteriores à crise, são maiores do que ela e, se deixarmos, ainda estarão aqui muitos anos depois que a confusão terminar. Por isso, é delas que vou falar. Sou uma observadora minuciosa da cidade e entre as coisas que mais observo estão as árvores. Então, posso dizer sem medo de errar: as árvores das ruas do Rio nunca foram tão mal-tratadas. Vou falar da Zona Sul, porque é onde vivo, mas imagino que a situação não deva ser diferente em outras regiões da cidade. As amendoeiras que se espalham pelas ruas de...

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