E se eu não for por ali? Quais são as escolhas – e os momentos cruciais – capazes de definir nosso destino? Até que ponto isso está sob nosso controle? O romance O livro dos pequenos nãos tece uma narrativa sobre o impacto das decisões – sejam elas conscientes ou não – que acabam por definir nosso destino e até por nos tornar quem somos. Semifinalista do Prêmio Oceanos, muito bem recebido pela crítica, O livro dos pequenos nãos apresenta personagens que se espalham por mais de um século, todos se defrontando com momentos que mudarão a sua história
Categoria: Livros
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Contos: ‘A noite dos olhos’
Já está nas livrarias meu novo livro de contos “A noite dos olhos”, editado pela Companhia das Letras. São 16 contos, mais duas seleções de minicontos, que transitam – como quase tudo que faço – por uma região de estranheza. Reproduzo aqui o texto da quarta capa do livro:
“De onde Heloisa Seixas tira tantos narradores, estilos e cenários para criar estas histórias com desfechos tão surpreendentes?
De suas obsessões, talvez. Olhos, mãos, espelhos, portas, gatos. Amor, morte, loucura, assombros. Amanheceres, sonhos, silêncio e escuridão. Esses elementos estão sempre presentes nas suas narrativas, invadindo o cotidiano dos personagens. E há como que uma teia oculta entre as histórias, levando de uma a outra, espalhando por todas elas uma estranheza. Sensação que, ao fecharmos o livro, permanece conosco.”
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Saudades do Século XX
Já está disponível (links abaixo) a nova série de rádio SAUDADES DO SÉCULO XX, baseada no livro homônimo de Ruy Castro. São oito programas de rádio, com roteiro meu e de Julia Romeu, falando sobre figuras importantes do show business americano, como Billie Holiday, Fred Astaire, Glenn Miller, Doris Day e Frank Sinatra, entre outros. Os programas foram ao ar pelas rádios MEC FM e Cultura FM de São Paulo e reproduzidos por várias rádios do Brasil. O livro “Saudades do Século XX” já chegou às livrarias em uma nova edição, que traz um capítulo inédito sobre Marilyn Monroe. Os links dos programas estão aqui embaixo:
http://radios.ebc.com.br/especiais-radio-mec/2019/01/frank-sinatra-voz-do-seculo-xx
http://radios.ebc.com.br/especiais-radio-mec/2019/01/frank-sinatra-o-rei-da-voz
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Reflexões sobre ficção e morte
‘Finitudes’: esse foi o título do ciclo de palestras e atividades realizadas pelo Sesc, em São Paulo, em novembro passado, do qual participei. Fui convidada a fazer uma palestra sobre esse tema tão árduo, que é a morte. Como é um tema que tem estado presente nos meus últimos livros, topei o desafio. E o resultado foram duas horas de muita emoção. Por causa dessa palestra, fui convidada a fazer o artigo de capa da revista do Sesc, ’60-mais’, que acaba de sair. O resultado está no link aqui embaixo:
https://www.sescsp.org.br/online/artigo/12016_FLERTANDO+COM+AS+SOMBRAS
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‘Trêfego e peralta’ já nas livrarias
O livro “Trêfego e peralta – 50 textos deliciosamente incorretos”, de Ruy Castro, já está nas livrarias. O livro, organizado por mim, traça um panorama dos 50 anos de jornalismo do escritor, trazendo textos publicados por ele nos mais diversos veículos da imprensa, incluindo alguns que marcaram época, e que já não existem mais, como o “Jornal do Brasil” e “O Pasquim”. São textos irreverentes, às vezes demolidores, mas sobretudo excepcionalmente bem escritos. “Trêfego e peralta” é uma aula de jornalismo.
Transcrevo aqui um pequeno trecho de um deles:
“Um clichê, como se sabe, é uma expressão ou frase feita que nos vem à boca ou aos dedos sem precisar passar pela cabeça. É um bloco de palavras que andam juntas e já nasce pronto para ser falado ou escrito – motivo pelo qual é logo adotado pelo povo, que não tem muito tempo para pensar. Como tudo que é dito ou escrito sem ser pensado, os clichês perdem rapidamente qualquer vestígio de significado e, quanto mais ocos se tornam, mais são usados.
Que o povo os adote, é normal. O que me intriga é o fato de os comentaristas econômicos de televisão os usarem até hoje. Eles continuam a dizer que o mercado ficou nervoso ou que a Bolsa despencou. E, talvez pela gravidade do assunto, cometem a proeza de dizer isso sem um toque de ironia. Na verdade, dão a essas frases uma ênfase de bronze, como se tivessem acabado de inventá-las.
Quem despenca é uva, quem amarga é fel e quem descarta é jogador de burro-em-pé. Diz o governo que é preciso reabilitar os ativos. Mas quem reabilita ativo é a ABBR. Os significados originais e primários das palavras vão perdendo o valor diante dos novos contextos em que os tais verbos passam a ser massacrantemente repetidos.” (O Estado de S. Paulo, 23/1/1999)
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‘O lugar escuro’ em Portugal
Foi lançado em Portugal no mês passado meu livro ‘O lugar escuro’, sobre a doença de Alzheimer. A noite de autógrafos, juntamente com o lançamento de ‘O anjo pornográfico’, de Ruy Castro, foi na FNAC do Chiado, em Lisboa, e teve a participação da editora da Tinta da China, Barbara Bulhosa, da escritora Dulce Maria Cardoso e do jornalista Ferreira Fernandes.
Na semana do lançamento, o jornal ‘O Público’ publicou uma bela matéria sobre ‘O lugar escuro’ e sobre a doença de Alzheimer em geral. Outra ótima matéria sobre o livro foi feita pelo site ‘Observador’. Os links para as duas matérias estão aqui embaixo:
https://www.publico.pt/2017/09/17/sociedade/noticia/alzheimer-quando-o-mundo-se-desliga-1785555
http://observador.pt/especiais/foi-tao-dificil-que-em-alguns-momentos-desejei-a-morte-da-minha-mae/
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‘Conversa com o autor’ – Heloisa Seixas e Julia Romeu
Foi ao ar no último domingo, dia 20 de agosto, a simpática entrevista que eu e Julia Romeu demos a Katy Navarro, no programa ‘Conversa com o autor’, uma parceria entre a Biblioteca Nacional e a Rádio MEC. Na conversa, Julia e eu falamos sobre nossas parcerias, na literatura e no teatro, e sobre nossos métodos de trabalho, juntas ou separadas. A entrevista incluiu a leitura de trechos dos livros ‘Carmen – A grande Pequena Notável’, biografia infantil da Carmen Miranda que eu e Julia fizemos juntas, e também do meu último romance, ‘Agora e na hora’. E também teve música: dois números musicais de nossa peça ‘Era no tempo do rei’, de 2010 (canções de autoria da dupla Aldir Blanc e Carlos Lyra).
Abaixo, o link para ouvir a íntegra do programa:
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Bossa Nova no rádio
Já estão no ar, no site da rádio MEC FM, todos os oito programas da série “A onda que se ergueu no mar – Seu caso de amor com a Bossa Nova”, de Ruy Castro. A série, que foi ao ar durante oito domingos seguidos, apresentou gravações sensacionais, muitas delas raras e jamais ouvidas em rádio. Produzida por Thiago Regotto, a série teve roteiro meu e de Julia Romeu. Abaixo, os links dos oito programas.
http://radios.ebc.com.br/especiais-radio-mec/2017/07/ouca-3o-episodio-de-onda-que-se-ergueu-no-mar
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‘O lugar escuro’ em Portugal
Está saindo agora em maio em Portugal, pela editora Tinta da China, meu livro ‘O lugar escuro’, um relato sobre a doença de Alzheimer de minha mãe. O livro, lançado no Brasil em 2007 pela Objetiva (hoje um selo da Companhia das Letras), foi adaptado por mim para o teatro em 2013, e encenado pelas atrizes Camilla Amado, Clarice Niskier e Laila Zaid, com direção de André Paes Leme. Aqui reproduzo um trecho do texto que escrevi para o programa da peça (“Fiapos de luz”), e que define bem o que é o livro para mim:
“Quando comecei a escrever o livro ‘O lugar escuro’ (que daria origem à peça), eu tinha dúvidas se iria publicá-lo. Achava que era um texto confessional demais, feito só para mim mesma, uma forma de ancorar no papel os fantasmas que ainda me rondavam naquela época. Porque conviver com a doença de Alzheimer é algo avassalador, e você precisa encontrar um modo de se apaziguar.
Isso foi há dez anos. De lá para cá, muita coisa aconteceu. O livro acabou saindo e eu me vi de repente em meio a uma verdadeira tempestade emocional. Pessoas me procuravam – por telefone, por email, me parando na rua – para dizer o quanto o livro tinha mexido com elas. Às vezes, me abraçavam chorando. E sempre me agradeciam por uma coisa: por eu ter confessado minha raiva, minha revolta. Por não ter querido fazer o papel – que seria tão bonito – da filha boazinha.
‘Você me aliviou’, diziam. ‘Porque eu também sentia raiva, mas não conseguia confessar’.”
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‘Agora e na hora’
Já está nas livrarias meu novo romance (pela Companhia das Letras), ‘Agora e na hora’ – uma história sobre a morte e sobre o ofício de escrever . ‘Agora e na hora’, que levei dez anos para terminar, acabou se revelando também um embate entre escritor e personagem.
Aqui vai um pequeno trecho:
“Senti uma estranha euforia, um medo caloroso, feito de gritos, não de silêncios. E tive vontade de dizer alguma coisa que o deixasse chocado. Cheguei um pouco mais à frente, encostando no tampo de cristal da mesa meu peito corrompido.
— Quanto tempo?
Ele baixou os olhos. Nenhum homem, por mais calejado que seja, enfrenta essa pergunta sem titubear. O médico piscou várias vezes, e por um segundo tive a impressão tola de que ele sentia vergonha por estar vivo e saudável. Mas recuperou-se e ergueu os olhos.
— Não muito mais que seis meses.”
