Categoria: Livros

  • ‘O oitavo selo’ finalista do São Paulo de Literatura

    ‘O oitavo selo’ finalista do São Paulo de Literatura

    Meu romance “O oitavo selo” está entre os dez finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2015, que acabam de ser anunciados. “O oitavo selo” concorre ao prêmio principal, de Livro do Ano. Entre os autores finalistas estão também Chico Buarque, Cristóvão Tezza, Silviano Santiago e Alberto Mussa, entre outros. Abaixo, o texto da quarta capa de “O oitavo selo”, que define bem o livro:

    Um quase romance – é como Heloisa Seixas define O oitavo selo, que tem por protagonista um personagem da vida real, seu marido, o escritor Ruy Castro.

    Intercalando ficção e realidade, em uma narrativa hipnótica que inclui beleza e horror, o livro mostra os diversos momentos de um homem diante da morte. Os “selos” a que se refere o título são os diferentes trâmites enfrentados, uma saga que inclui drogas, alcoolismo e doenças gravíssimas.

    Com muitas referências literárias, musicais e cinematográficas – inclusive a alusão ao filme de Ingmar Bergman, O sétimo selo –, o livro é resultado da parceria de vida desses dois escritores brasileiros, começada há mais de vinte anos.

    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/10/1693612-premio-sao-paulo-de-literatura-volta-a-ter-lacunas-entre-finalistas.shtml

  • Clube de Leitura na Penha

    Clube de Leitura na Penha

    Eu e Julia Romeu estivemos na Arena Carioca Dicró para participar de mais um encontro do Clube Augusto Boal de Leitura e Escrita, projeto desenvolvido desde o ano passado pela equipe do Observatório de Favelas, gestora desse fabuloso espaço na Penha. O objetivo do clube, como diz o nome, é fomentar a leitura e o nome de Boal foi escolhido por ele ter sido morador da Penha Circular.

    O encontro foi um sarau tendo por tema Carmen Miranda, com direito a leitura do nosso livro “Carmen – A grande Pequena Notável” (biografia de Carmen Miranda para crianças e jovens), música, dança e lanche de frutas tropicais. E o público era o mais animado possível: mais de quarenta idosos e idosas da Casa de Convivência Carmen Miranda, que funciona na UPA da Penha.

    Essa foi a minha quinta participação este ano no Clube de Leitura (para Julia, foi a primeira vez), sendo que no último encontro, em agosto, a reunião com os idosos foi na própria Casa de Convivência. Nos três encontros anteriores, as rodas de leitura foram para jovens da Escola Municipal Professor Souza Carneiro, sendo que com eles o tema era bem outro: terror. Fizemos leitura e contação de histórias de assombração e, no terceiro encontro os alunos apresentaram seus próprios contos, tendo sido realizado um concurso para os finais mais surpreendentes.

    Os gestores da Arena Dicró, Isabela Souza e toda a turma que trabalha com ela, são pessoas muito criativas e as atividades nesse espaço da Penha incluem cinema, teatro infantil e adulto, circo, dança de salão, oficinas de bonecos, aulas de música, canto coral e muito mais. Eu conheci o espaço durante uma apresentação da minha peça “O lugar escuro” (que em 2013 fez 12 apresentações em seis lonas e arenas culturais da Prefeitura), o que me motivou a escrever um texto para o jornal O Globo, sob o título de “Pontos de luz”, que transcrevo abaixo:

    Pontos de luz

    Heloisa Seixas

     

    AMARÉCOMPLEXO.

    Em letras maiúsculas, era o que dizia a faixa, estendida acima do muro colorido. Amar é complexo. A Maré Complexo. Pois bem, lá estava eu: domingo, fim de tarde, chuvinha fina e, enquanto Flamengo e Vasco disputavam o título do Campeonato Carioca, eu chegava à Penha Circular. Soube que ali pertinho havia uma sede da UPP, mas não vi polícia, nem carros blindados, nem armas – nada. Os únicos tiros que ouvi foram os estampidos dos foguetes na hora do gol do Vasco e, depois, no que daria o campeonato ao Flamengo.

    Estava na Penha, mais exatamente na Arena Dicró, para a apresentação da minha peça, “O lugar escuro”, sobre a doença de Alzheimer. No final da peça, o texto fala sobre a esperança de encontrar um pouco de luz na escuridão, lembrando que, no 11 de setembro, nos subterrâneos das Torres Gêmeas, os bombeiros descobriram uma vitrine cheia de copos de cristal – intactos. Pois era exatamente nisso que eu pensava ao chegar ali, àquele espaço de cultura criado pela Prefeitura. Um lugar de luz. Naquele ponto da Penha, cercado de comunidades com tantos problemas, tanta violência e tanta pobreza, a Arena Dicró é uma beleza de espaço, limpa, colorida e bem cuidada, um teatro com todos os equipamentos funcionando à perfeição, camarins, arquibancadas, ar condicionado, sistema de som, varas de luz. Do lado de fora, no pátio, há um lugar para crianças brincarem, espreguiçadeiras, jardins. E um restaurante de mesinhas cobertas de chita, com bancos de madeira tosca e luminárias feitas com ralos de cozinha, onde também funciona uma pequena biblioteca. Dali a pouco, o público começou a chegar, mais de cinquenta pessoas. Um público atento, que se emocionou em silêncio, muito diferente das mais de 400 pessoas – das quais 300 eram jovens estudantes – que na semana passada se amontoaram na Lona Elza Osborne, em Campo Grande, outro lugar fantástico.

    “O lugar escuro” está há algumas semanas fazendo o roteiro das arenas e lonas culturais do Rio e tem sido, para todos nós da equipe da peça, uma experiência e tanto, que inclui coisas boas e ruins. Há as falhas de gestão, os espaços mal cuidados, mal aproveitados, muitas vezes quase vazios. Há as lonas mal localizadas, cercadas por ruas barulhentas, onde carros de som anunciando produtos obrigam os atores a interromper o texto. Há a visão desanimadora dos subúrbios favelizados, quilômetros e quilômetros de comunidades enchendo o horizonte de um lado a outro, até perder de vista. Há os valões imundos e as carcaças de carros abandonadas que vemos pelo caminho. E há o trânsito. O trânsito que para nós era uma noite, duas noites, mas que para milhões de pessoas é uma realidade diária, na ida e na volta do trabalho. Numa noite de temporal, a van com nossa equipe levou duas horas e meia para chegar à Pavuna; três horas e quinze para chegar a Campo Grande. Como falar em mobilidade urbana numa cidade assim?

    Mas, apesar de todas as dificuldades, a simples existência dessas arenas e lonas nos deixa repletos de uma esperança feliz. Não só pelos espaços, mas também pela beleza que é a participação do público. As crianças de menos de dez anos que assistiram à peça em silêncio e entenderam tudo (a peça é para maiores de 12 anos); as pessoas que me abraçaram chorando depois da peça, contando que tinham visto suas vidas no palco; o jovem que me apertou a mão e disse que estava indo ao teatro pela primeira vez. Tudo isso é um começo, e um começo imenso. São pontos de luz.

     

     

     

  • Biografias na pauta

    Biografias na pauta

    Já está no ar, no Sesc-TV, uma série de programas chamada Super Libris, dirigida pelo escritor e roteirista José Roberto Torero. Serão 52 programas sobre literatura, com 26 minutos de duração, e o primeiro da série é uma entrevista com Ruy Castro. No programa, Ruy fala de seu método de trabalho, da maneira como se deixa impregnar pela alma de seus biografados e explica por que só gosta de biografar pessoas mortas — e mortas há muito tempo. Fala também de como se sentiu quando foi transformado, por mim, em personagem, no livro “O oitavo selo”. O livro, lançado em 2014 pela editora Cosac Naify, é um quase romance que, misturando realidade e ficção, narra os confrontos que o personagem teve com a morte, incluindo problemas com álcool, drogas pesadas e doenças gravíssimas.

    Confiram no link:

    http://superlibris.sesctv.org.br/episodios/biografias-a-vida-como-ela-foi-ruy-castro 

  • Rio Livro Aberto

    Rio Livro Aberto

    Ruy Castro e Nei Lopes estão entre os escritores que vão participar, a partir desta segunda-feira, da RIO LIVRO ABERTO, a Festa Literária da escola EDEM (rua Gago Coutinho, 14, Laranjeiras, Tel. 3235-8080). Tendo como tema ‘O Rio em prosa e verso’, a festa literária, que se realiza de dois em dois anos e que está em sua quarta edição, vai incluir não só palestras, mas também exposições, teatro e números musicais. A palestra de abertura, segunda (28) às 18:30h, será feita por Ruy Castro, com mediação de Suzana Vargas. A participação de Nei Lopes será no sábado, dia 3, a partir das 14 horas. Entre os números musicais, estão programadas apresentações dos grupos Casuarina e Orquestra Céu na Terra.

    Abaixo o link da festa literária:

    http://livroabertoedem.blogspot.com.br/p/rio-em-prosa.html


     

     

  • Viver de prazer na Pauliceia

    Viver de prazer na Pauliceia

    Viver de prazer. É esse o título da palestra que Ruy Castro e eu daremos esta semana na Pauliceia Literária 2015, evento promovido anualmente pela Associação dos Advogados de São Paulo (AASP). O título é também uma referência ao livro de crônicas de Ruy, “Morrer de prazer”, mas o foco da conversa vai ser mesmo o livro que eu lancei no ano passado, “O oitavo selo”, um quase romance que tem Ruy como personagem principal. Nele, eu relato os sete (qual será o oitavo?) confrontos dele com a morte, o que incluiu álcool, drogas pesadas e doenças gravíssimas. Nossa mesa vai ser na quinta-feira, dia 24 de setembro, às 15 horas, no auditório da AASP (rua Álvares Penteado, 151, Centro).

    No link, entrevistas com todos os autores que participam da Pauliceia Literária este ano.

    http://www.pauliceialiteraria.com.br/entrevistas

     

     

  • Ruy Castro na Bienal

    Ruy Castro na Bienal

    No próximo sábado, dia 12 de setembro, às 15:30h, Ruy Castro estará no Café Literário da Bienal do Rio. Quem vai entrevistá-lo sou eu. O bate-papo será sobre o Rio e sobre a relação de Ruy com a cidade, entre outros assuntos. Imagino que a gente vá acabar conversando também sobre meu livro “O oitavo selo“, o quase romance lançado por mim no ano passado, e do qual Ruy é personagem central.

    Quanto à relação de Ruy com o Rio, não preciso nem falar muito. É só enumerar os assuntos de seus principais livros: Bossa nova, Nelson Rodrigues, Garrincha, Flamengo, Carmen Miranda – tudo muito carioca. Isso, para não falar em “Carnaval no fogo: Crônica de uma cidade excitante demais”, um de seus livros mais deliciosos e que traça um panorama dos 500 anos do Rio. Para quem duvida, aqui vai um trecho de “Carnaval no fogo“:

    “Se [Américo] Vespúcio voltasse hoje à cidade, quinhentos anos depois, como seria? Em 1502, ao defrontar-se com o Pão de Açúcar, ele vira na Guanabara algo muito parecido com a ideia que os antigos faziam do Paraíso: um carnaval de montanhas, serras, praias, enseadas, ilhas, dunas, restingas, manguezais, lagoas e florestas, tudo sob um céu que não tinha fim. Uma obra-prima da natureza, habitada por uma gente feliz, bronzeada e amoral: homens e mulheres que viviam cantando e dançando ao sol, todo mundo nu, fornicando alegremente nas matas e areias, dormindo em redes ao luar ou em românticas choupanas de palha, e com uma abundância de frutas, pássaros e peixes ao alcance da mão – ninguém precisava plantar, só colher, e vida que segue. Uma vida tão feliz e paradisíaca que deixava muito mal a ideia, então corrente entre os jesuítas,de que os selvagens não tinham ‘alma’.

    Em 2002, Vespúcio veria semelhanças e diferenças na insuperável coleção de cartões-postais. A baía seria o mesmo espetáculo, só que agora, se estudada de perto, turvada por corpos estranhos como garrafas plásticas, pneus velhos ou mil toneladas de óleo vazadas no mar por um petroleiro. O recorte do litoral continuaria um escândalo, mas Vespúcio, que o conhecera virgem, perceberia que sofrera alterações – aonde teriam ido parar as dezenas de mimosas enseadas, ilhotas e prainhas? Já as grandes montanhas estariam firmes como sentinelas, embora o verde tivesse diminuído consideravelmente. A temperatura também subira para valer, e ele ficaria louco para tirar aquelas calças justas de veludo e o casacão elisabetano. Mas nem toda intervenção humana na paisagem seria condenada por Vespúcio – ele certamente adoraria o bondinho, preso por cabos, subindo e descendo o Pão de Açúcar. E, para onde quer que olhasse, veria a explicação para tantas transformações: no lugar da aldeia de esparsas choupanas surgira uma cidade, com prédios altos e brancos, povoada por 5.8 milhões de habitantes, chamados de “cariocas” – quase todos com alma”.

  • Um par de livros

    Um par de livros

    As capas têm um colorido parecido e eles formam um par. São os dois livros de crônicas, um meu e o outro do Ruy Castro, que acabam de sair da gráfica. “O amigo do vento” (meu) e “A melancia quadrada” (do Ruy) foram publicados pela editora Moderna e são voltados para o público jovem.  A ideia de fazer esses dois livros surgiu durante a FLIP do ano passado, a partir de um encontro com a diretora da Moderna, Maristela Petrili, que nos fez o convite.

    Os textos que eu e Ruy escrevemos, cada um no seu estilo, foram, em sua maioria, publicados em jornais e revistas e trazem reflexões sobre gente, bichos, vida moderna, tecnologia, literatura e outros assuntos. Os dois livros fazem parte do Projeto de Leitura da editora Moderna, que elaborou também uma apostila com recomendações para a leitura em sala de aula, incluindo propostas de atividades paralelas, como indicação de filmes, músicas, pesquisas e livros sobre assuntos correlatos.

    Abaixo, trecho de uma das crônicas de “O amigo do vento” (O menino e a catedral):

    “Estranho que entrassem na sala de jantar em dia de semana. Nunca faziam isso. Ouviu primeiro os passos, depois o ruído dos ferrolhos da janela, bem perto de onde estava. Continuou quieto (embaixo da mesa). Talvez fosse por causa da festa no dia seguinte. Com certeza iam abrir a sala para arejar. Agora, um barulho surdo, como um soco. em seguida, o estalo das janelas contra as paredes externas. E o sol inundou a sala, num segundo. O menino piscou os olhos, atordoado. Depois abriu-os bem. E sorriu, com surpresa. Um raio de sol varava a renda, despejando-se no chão, onde estava ajoelhado. A luz, incidindo sobre o tecido do forro, tornara cor de pêssego o ar à sua volta, onde voejavam grãos de poeira, como se fossem pássaros num templo abandonado. Seu pequeno mundo – o mundo onde as coisas existiam pelo avesso – brilhava.”

    E trecho de uma das crônicas de “A melancia quadrada” (O ovo na legalidade):

    “É a mais completa reabilitação de um suposto criminoso na história da humanidade. O ovo – o querido ovo, fruto da galinha (às vezes, com participação do galo como astro convidado), objeto cujo design é uma maravilha de projeto e acabamento –, volta ao círculo social depois de décadas como inimigo público número 1. Durante quase toda a segunda metade do século XX, médicos e cientistas dedicaram-se a acusar o ovo dos piores crimes contra o coração e a responsabilizá-lo pela elevação dos níveis de colesterol a placares de basquete americano. Quem fosse cardíaco, não chegasse perto; quem não fosse, idem, para prevenir. Às galinhas, só restava submeter-se ao holocausto reservado à sua espécie e ao opróbrio para o seu produto.”

  • ‘Carmen’ recebe dois prêmios

    ‘Carmen’ recebe dois prêmios

    Foi hoje, 10 de junho, a entrega dos dois prêmios que a FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – deu para o livro “Carmen – A grande Pequena Notável”, biografia de Carmen Miranda para crianças que eu e Julia Romeu escrevemos em parceria. A entrega dos prêmios – Melhor Livro Informativo (não-ficção) e Melhor Projeto Editorial – foi feita durante a cerimônia de abertura da décima sétima edição do Salão FNLIJ, que se realiza até 21 de junho no Centro de Convenções da Sul América, no Rio. Julia Romeu e eu estivemos presentes à cerimônia, ao lado da editora Renata Nakano, para receber os certificados. “A grande Pequena Notável”, lançado no início do ano, é realmente um lindo projeto editorial, com ilustrações de Graça Lima, em estilo art decô, inspiradas em J. Carlos. O livro saiu pela Edições de Janeiro e já tinha recebido o selo da FNLIJ de “Altamente recomendável”.

  • ‘A grande Pequena Notável’ ganha Prêmios FNLIJ 2015

    ‘A grande Pequena Notável’ ganha Prêmios FNLIJ 2015

    “A grande Pequena Notável”, a biografia de Carmen Miranda para crianças, escrita por mim em parceria com minha filha, Julia Romeu, ganhou o prêmio FNLIJ 2015 (da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) em duas categorias: Melhor Livro Informativo (não-ficção) e também Melhor Projeto Editorial . Publicado pela editora carioca Edições de Janeiro, “A grande Pequena Notável” tem belíssimas ilustrações de Graça Lima, que fazem lembrar os desenhos de J. Carlos. O prêmio, que abrange várias categorias, é concedido anualmente a publicações voltadas para crianças e jovens. Concorrem editoras de todo o país.

    Foi uma experiência deliciosa escrever para crianças a história dessa artista extraordinária. É para nós uma paixão antiga, que só fez crescer depois que Ruy Castro fez “Carmen – Uma biografia” e, principalmente, depois que Julia e eu escrevemos um musical sobre a vida dela (que ainda não conseguimos botar nos palcos).

    Aqui vão dois trechinhos do livro infantil:

     

    “Quando Carmen e sua família chegaram ao Brasil, tinha tanto português, mas tanto português aqui, que eles se sentiram em casa. Naquela época, a única cidade do mundo que tinha mais alfacinhas do que o Rio era Lisboa, a capital de Portugal. Alfacinha é como chamam os lisboetas, porque na capital portuguesa sempre se plantou muita alface.

    A pequena Carmen deve ter aprendido a engatinhar naquelas pedras tão conhecidas da gente, que formam desenhos em preto e branco e que se chamam – olha só! – pedras portuguesas.”

     

     

    “Carmen era sapeca e desbocada. Volta e meia, soltava um palavrão. Mas era sempre um palavrão engraçado, que escapulia da boca, fazendo todo mundo em volta morrer de rir. Menos seu Pinto. Ele brigava quando ouvia, mas Carmen sabia que o pai não tinha moral para falar: era com ele que ela aprendia todos os palavrões!”

     

     

  • Lançamento de Carmen – A grande pequena notável

    Lançamento de Carmen – A grande pequena notável

    Vai ser domingo, às 16 horas, na Livraria da Travessa de Botafogo, o lançamento do livro “Carmen – A grande pequena notável”, a biografia de Carmen Miranda para crianças. O texto é meu em parceria com Julia Romeu e as ilustrações são de Graça Lima. Vai ter brigadeiro, brindes e brincadeira. Não percam!